Treino e Desenvolvimento
Séries no treino de natação: como ler o quadro e o código A2
As séries no treino de natação mostram repetições, distância, estilo quando indicado e intervalo de saída; códigos como A2 marcam a intensidade. Perceber os termos basta: o treinador define as séries, o volume, a intensidade e os tempos.
Ideia em Resumo
- Lê da esquerda para a direita. O quadro dá as repetições, a distância, o estilo quando é dito e o relógio de saída.
- As letras dizem o esforço. A FPN também as usa, mas os clubes e os documentos podem variar.
- Perceber já chega. Não tens de avaliar o plano à beira da piscina.
Dez segundos antes do grupo arrancar, o quadro da parte rasa diz 12x50m, c/ 1’15”, e o treinador grita “A2”. A linha segue uma ordem curta e habitual: repetições, distância, estilo quando é dito, depois o relógio. O aquecimento do estágio pré-júnior da FPN de 2016 usa essa linha tal e qual. Quer dizer doze repetições de 50 metros, a começar de cada minuto e quinze segundos. A FPN chama a esse relógio a saída ou o intervalo. Ele marca a próxima partida, não um tempo alvo de nado. Uma saída mais curta pode tornar a mesma distância mais difícil.
A palavra série tem dois sentidos nesta modalidade. Numa competição, quer dizer uma série. As regras da FPN para 2026/27 agrupam os nadadores por séries, com base nos tempos de inscrição. No treino, uma série é um bloco de repetições. O contexto muda o sentido.
O A2 é uma etiqueta de intensidade. Diz ao nadador quão duro deve ser o esforço. O modelo de longo prazo da FPN usa A1, A2, A3, TL, PL e Vel. Uma tabela de Infantis da FPN mostra uma versão numerada. Ca1 quer dizer capacidade aeróbia 1 e cobre o aquecimento e a recuperação. Ca2 quer dizer capacidade aeróbia 2 e está ligado à velocidade crítica. Ca3 marca a passagem para a potência aeróbia. As etiquetas mudam entre clubes e documentos. Mas a ordem numerada sobe a partir da ponta mais fácil. TL, PL e Vel cobrem trabalho mais duro ou mais curto. A fonte não explica essas siglas.
Alguns números de ritmo partem dos próprios resultados do nadador. No material da FPN, a velocidade crítica é calculada a partir dos tempos dele nos 50 e nos 400 metros livres. Depois pode virar um tempo alvo por 50 ou 100 metros numa série aeróbia. A FPN avisa que este método pode correr demasiado depressa em alguns casos. Por isso, fica só como referência. A qualificação de Grau II do IPDJ de 2025 exige que os treinadores definam as zonas de treino, o volume e a intensidade. Também têm de dizer como a carga é medida. As regras da FPN para 2026/27 colocam o Grau II com os Cadetes, Infantis e Juvenis. O quadro branco é a ponta visível desse plano escrito.
As outras palavras também descrevem coisas que o treinador mede ou define. Os parciais são os tempos dentro de uma repetição. Braçadas quer dizer os movimentos contados ao longo de um comprimento; a contagem de braçadas explica porque os treinadores a usam. A frequência gestual é o ritmo de braçada, medido em ciclos por minuto. O percurso subaquático é a parte debaixo de água depois de uma partida ou viragem. Progressivo, regressivo e negative split são instruções de ritmo que mudam o esforço ao longo de um nado. O modelo de desenvolvimento da FPN lista isto como tarefas dadas pelo treinador a partir dos anos de Infantis.
Assim que perceberes a frase, para por aí. A série, o volume e o equilíbrio entre zonas continuam a ser decisões do treinador. Uma quinzena que parece fácil e outra dura podem ter, cada uma, o seu lugar na época; o treino de base e a época de competição explica porque os blocos são diferentes. Se algo te preocupar mesmo, leva a dúvida ao treinador pelo canal habitual do clube.
Partilha com o teu nadador
As palavras que usas podem continuar simples:
- Até aos 12 (és tu que conduzes). “Aquilo diz doze de cinquenta, a começar um a cada minuto e quinze.” Palavras claras tornam o código menos estranho.
- 12 a 15 (a partilhar o volante). “Sei que o A2 é a etiqueta do esforço. Tu sabes o que o teu treinador pediu.” Assim, ele acrescenta detalhes se quiser.
- 16+ (são eles que conduzem). “Se me quiseres contar do treino, eu ouço.” Isto dá-lhes o controlo da conversa.
Fica alinhado com o teu treinador
O treinador escolhe a série, a intensidade, o volume e o tempo. Tu tratas da logística e ouves em casa. Se algum padrão te preocupar, segue o caminho habitual do clube para falar com o treinador e pergunta: “Há alguma coisa deste bloco de treino em que precises do nosso apoio em casa?”
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